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quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Clown Tipo Único

Estou tentando aprender a ser clown, confesso que para mim que estou acostumada desde meu primeiro trabalho a situações de atuação praticamente fechadas, tenho agora que romper barreiras, expor a minha alma, coisa dificil, já que nem eu mesma sei como ela é.Segundo Luis Otavio Burnier em seu livro A Arte de Ator, o clown é:
"O clown é a exposição do ridículo e das fraquezas de cada um. Logo ele é um tipo pessoal e único".

Então eu criatura ainda frágil, atriz ainda em inicio de processo me vejo assustada, paralizada.Vejo meus colegas de trabalho e me deleito, mas quando chega a minha vez... sempre fui péssima em improvisação, minhas coisas são sempre pensadas remoídas em tempo, para poder acontecer. E agora me deparo com esta surpresa: rir de mim mesma, não fingir, rir. Continuando as palavras de Burnier:
"Uma pessoa pode ter tendências para o clown branco ou o clown augusto, dependendo de sua personalidade. O clown não representa, ele é - o que faz lembrar os bobos e os bufões da Idade Média. Não se trata de um personagem, ou seja, uma entidade externa a nós, mas da ampliação e dilatação dos aspectos ingênuos, puros e humanos (como nos clods), portanto "estúpidos", de nosso próprio ser."
François Fratellini, membro de tradicional família de clowns europeus, dizia:
"No teatro os comediantes fazem de conta. Nós, os clowns, fazemos as coisas de verdade."
Não que eu queira fingir, longe de mim,É que a casca vai ter que sair senão...
Mudando de assunto e dentro do mesmo EU TENHO QUE ESTUDARRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR, mas agora vou é dormir, sim os vampiros dormem, dá licença, boa noite. Ah! Não esqueci de Dona carpa não, vou falar dela aguardem, até porque ela anda muito zem, diria até zem demais, um pouco apática só nada, nada nada. Chau.
Veja o texto de Burnier no site do grupo tempo : http://www.grupotempo.com.br/tex_burnier.html
Obs:gada Arlekin e Diana, bjs.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Teatro com adolescentes surdos


Minha pesquisa de teatro se estruturou a partir de uma pesquisa-ação iniciada no processo de estágio realizada no CAS(Centro de Capacitação de Profissionais da Educação e de atendimento às Pessoas com Surdez Wilson Lins). tendo assim disponível a turma da segunda série do ensino fundamental que se constituía de sete adolescentes de 13 a 15 anos, quatro com total comprometimento da audição.
Decidi trabalhar com toda a exuberância e qualidade de movimentos através do corpo, das expressões, da língua de sinais, usando como ponto de partida além de exercícios e jogos teatrais, a primeira parte do filme mudo de Charlie Chaplin: Tempos Modernos
Não pensei em fazer esse trabalho usando o contexto político original do filme (apesar de não ter excluído a possibilidade, o que veio a acontecer naturalmente no trabalho), mas sim usa-lo como inspiração através de sua movimentação frenética em relação ao trabalho e vida de pessoas. A idéia principal foi discutir a dificuldade real que existe de comunicação a sociedade, pois as pessoas não têm mais tempo para prestar atenção umas às outras, de ouvir, que dirá se dedicar uma atenção de comunicação mais especial.

Uma linda e enriquecedora experiência, ainda tem assunto, depois escrevo mais sobre...