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sexta-feira, 18 de outubro de 2013

MEU CORPO UM JARDIM

Meu corpo um jardim, onde floresce com força sensações, desejos e idéias.Onde percebo o quente da sua respiração ou a frieza de um olhar, a maciez de um toque ou a aspereza de palavras. Um jardim cultivado em uma vida inteira que ainda hoje se surpreende com sons, cheiros, toques e sabores, se alegra com cores e deseja sempre amar.
Um corpo que não é só um corpo, pois tem uma mente e uma alma que loucas guiam por estradas novidadeiras, meu corpo ainda se assusta com certos caprichos, mais é conivente com as duas loucas porque tambem tem das suas loucuras: Fazendo parte da natureza adora uma chuva, um banho de mar, se arrepiar e beijar, beijos que podem se transformar em dentes cravados em sua carne ou unhas cravados em sua pele.
Serenamente como uma flor as vezes esse corpo se abre mesmo quando alma e mente brigam entre si sem saber bem o certo a decidir, sinto pela boca, minha lingua o gosto do outro e seus desejos, seus anseios, vampira que sou, sorvo cada gota de sentimentos meu combustivel e misturo com os meus as vezes confusos, difusos e quentes, contradizendo a minha natureza odeio a frieza e queimo e ruborizo com o resto de sangue que ainda me sobra e sinto com todas as forças de um jardim que não para de crescer...
Vampira

Republicaçao de continho de sucesso

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

A BOCA

Uma boca muito sozinha, olhava uma orelha. Um dia curiosa e cheia de idéias a boca resolveu chegar perto do orelha puxar uma conversa tentar ser amiga, não deu outra coisa,a orelha que é boa ouvinte, a boca que é uma fofoqueira, logo , logo estavam falando da outra boca e como os segredos a cada momento se tornavam mais íntimos e interessantes, a orelha chegava mais e mais perto da boca, não deu outra, terminou recebendo um beijo dessa boca. Orelha é muito sensível ficou louca de felicidade quis contar pra todo o corpo, estava cheio de vaidade, por isso o corpo de tanta vontade ficou todo arrepiado e a outra boca logo percebeu, gritou: Tua boca sou eu, boca não esqueça de mim.
O corpo falou:Tem boca pra todo mundo pra que fazer assim. E as bocas seguiram se encontrando e também visitando seus novos amigos que não foram poucos, até dedão do pé queria entrar nessa folia e tudo virou festa com toda essa alaria, hehehehehe ...
Outro texto do comecinho

domingo, 9 de dezembro de 2012

CUIDADO COM O QUE VOCÊ DESEJA/ PARTE I,II E III


CUIDADO COM O QUE VOCÊ DESEJA PARTE I

Uma vontade louca de beijar na boca, fazia o sangue frio correr pelas veias como se ainda fosse quente, não iria caçar hoje, nem para matar minha fome.No entanto não queria fechar os olhos e fazer de conta que nada acontecia,realmente eu precisava de companhia, de alguém assim como eu, de pensamentos parecidos, desejos e fome parecidas. Estava cansada de palavras, cansada da falta de olhares cúmplices, de sorrisos e de algumas pequenas maldades. Na verdade descobri que estava nessa noite cansada de mim. Caminhei por muito tempo até que observei ao longe dois olhos brilhantes num rosto pálido com olheiras, olhavam para mim, numa doçura que não me convencia, havia algo mais por detrás daquele olhar...
Segui primeiro o olhar furtivo, depois os passos rápidos, de um pulo resolvi me mostrar e fui parar a sua frente, ele parou subitamente e me olhou de cima abaixo e sem nenhuma surpresa perguntou:
O que você deseja Vampira?
Desconcertei sem deixar transparecer e perguntei sem rodeios:
_ Quem é você?
_ Alguém como você, então?
Diante da resposta fiquei surpresa apesar de não ter fome, realmente esperava uma simples presa e agora estava em frente talvez a um adversário ou seria um aliado?Não estava a fim de lutar por espaço e deixei o caminho livre, no que ele continuou com sua aparente calma:
_Então? O que você quer?
_Agora já não sei mais.
Eu andava bem senhora de mim cheia de coragem e agora senti como se o chão fugisse aos meus pés. Com o pensamento confuso simplesmente respondi: Um pouco de companhia e alguém que me entenda.
_Isso não existe.
E me ofereceu uma flor, uma dália negra, a minha preferida.
Continua...
CUIDADO COM O QUE VOCÊ DESEJA PARTE II

Os olhos... dei dois passos para traz e não tomei a flor em minhas mãos, um arrepio gélido percorreu toda a espinha, já fria; senti medo, um medo que eu nem sabia mais como era. E a boca... com os sentidos apurados todo o meu corpo se comportava como que pronto a atacar ou correr se precisasse, a flor... eu não sabia do que se tratava aquela flor vinda assim de um desconhecido, sabia que deveria estar pronta para tudo.
Já andava desconfiada,arisca, tinha sido transformadae aquele que tinha trocado a minha vida, aquele ao qual eu havia me entregado com o meu resto de sangue, o meu resto de corpo e o meu resto de alma simplesmente queria me usar para seus propósitos, tudo injusto. Eleme queria como isca para suas presas e como não poderia deixar de ser, no dia que ele me ensinou o bastante para meu pulo mais alto acabei com ele, que voltou a ser pó.
Agora esses olhos...Agora essa boca... Agora essa flor! Os meus olhos passeavam dos olhos para a boca como que hipnotizados, olhos que mudavam de cor, brilhavam no escuro, tinham olheiras de quem carregava os sonhos e pesadelos do mundo sem chorar, que falavam, pediam, assustavam e esses olhos conseguiam me ver profundamente, a boca carnuda, se destacava no rosto pálido e me fazia engolir a saliva doce de quem deseja o mais ardente beijo,eu queria ser mordida mais uma vez, a flor... sua mão continuava a estender, não resisti e tomei em minhas mãos como sinal de que não queria lutar, nesse momento tudo ficou escuro...
Continua...
CUIDADO COM O QUE VOCÊ DESEJA PARTE III
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Pareceu uma eternidade, abri os olhos ele me olhava ternamente. Estava deitada no colo desse estranho na beira da praia, de um pulo fiquei de pé e com raiva exigi explicações.
Como você teve coragem, sabe com quem está lidando?
_ E você sabe? Eu tive que te tirar do ar por algum tempo pra você se acalmar e me escutar, eu não vou te enganar, olhe nos meus olhos, olhe. O que vê? Me conhece mais do que ninguém, não se negue a ver.
_Lembro!...
_ Não foi transformada por aquele monstro você é agora o que sempre foi, só estava adormecida e ele quis se aproveitar de tudo que sabe, do seu poder, quanto a mim só posso pedir para ter cuidado não posso ficar, quero que saiba que somos um por todos os tempos. Temos fome, a fome que não se aplaca, precisamos de sangue para viver e ele deseja morte pura e simples, carne, quer ser único, vai acabar com todos nós.
_Como assim nós?
_Somos muitos.
Mas porque não estava quando mais precisei?Desejei tanto ter alguém, desejei aquele monstro, como pude me enganar assim?!!!
Somos seres condenados a solidão meu amor... Preciso ir... temos a eternidade, um dia amor...
E eu tinha reencontrado o amor de todos os tempos, queria amar ali mesmo, ele? Não sei desapareceu como luz.
Ele se foi e eu tinha a pele ressecada, era sede, era fome, então...
Jordan Eagles autor da imagem.

sábado, 1 de dezembro de 2012

MEU CORPO UM JARDIM


Meu corpo um jardim, onde floresce com força flores sensações, desejos e idéias. Onde percebo o quente da sua respiração ou a frieza de um olhar, a maciez de um toque ou a aspereza de palavras. Um jardim cultivado em uma vida inteira que ainda hoje se surpreende com sons, cheiros, toques e sabores, se alegra com cores e deseja sempre amar.
Um corpo que não é só um corpo, pois tem uma mente e uma alma que loucas guiam por estradas novidadeiras, meu corpo ainda se assusta com certos caprichos, mais é conivente com as duas loucas porque também tem das suas loucuras: Fazendo parte da natureza adora uma chuva, um banho de mar, se arrepiar e beijar, beijos que podem começar com as estrelas e a lua e terminarem com os primeiros raios de sol, beijos que podem se transformar em dentes cravados em sua carne ou unhas cravados em sua pele.
Serenamente como uma flor as vezes esse corpo se abre mesmo quando alma e mente brigam entre si sem saber bem o certo a decidir, sinto pela boca, minha língua o gosto do outro e seus desejos, seus anseios, vampira que sou, sorvo cada gota de sentimentos meu combustível e misturo com os meus as vezes confusos, difusos e quentes, contradizendo a minha natureza odeio a frieza e queimo e ruborizo com o resto de sangue que ainda me sobra e sinto com todas as forças de um jardim que não para de crescer...

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

ENTREGA PELAS LETRAS



Por motivos óbvios sua respiração ficava mais forte, sentia o coração quase explodir no peito e todo seu corpo latejava numa urgência incoerente e irresponsável. Era paixão, a mais avassaladora que já sentira,uma paixão que desnorteava os sentidos, intangível e perturbadora.
Não sabia como e porque começou, já durava algum tempo,mas tinha a certeza do que era. Cada vez que o via ficava boba e desejava aquele corpo, mas principalmente, aquela boca. Seguia todos os seus rastros deixados na virtualidade.
Tudo seria simples, quando o natural poderia ser se expor um pouco pra essa pessoa, chamar atenção, tentar uma amizade e aos poucos seduzi-lo, usando estratégias de aproximação. Mas essa pessoa que ela desejava tanto ,lhe dava uns ois de vez em quando e nada mais, esvaziado e enfraquecidos em fibras óticas e ar em uma distancia sem fim. Ela queria um pouco de atenção, mas pelas fotos ela via que ele vivia cercado de beldades, que sabiam filosofar, falar várias línguas e dançar.
As noites sempre povoadas de sonhos, que por vezes se tornavam úmidos de tantas vontades contidas. Se houvesse uma máquina que a teletransportasse, ou uma maquina do tempo, para voltar e fazer com que seus caminhos se cruzassem, mas tudo o que restava eram letras e letras que ela consumia num desespero, como se pelas palavras alcançasse o gosto , o cheiro, daquele que ela ansiava sem desistir.
Imprimia as palavras que ele escrevia em suas páginas virtuais e nua na calma da noite, esfregava alfabetos pretos em papeis brancos pelo corpo, gemia a cada a que imaginava colados a is nas palavras inocentes, escritas, transportadas e impressas. Tinha gozos devastadores rolando por papeis frios.
Ela ainda segue com sua paixão platônica, também tem seus impedimentos, está resignada a desejar o impossível, ele segue inocente sua vida aparentemente feliz. Mas no fundo ele deve saber que existe um alguém que sente ele mais do que a lógica possa alcançar.
Vampira

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

COMI MEU CORAÇÃO


Esta semana estarei publicando alguns posts mais antigos para meus novos leitores, espero que gostem, visitem também a pagina da Vampira

Tinha fome, não uma fome qualquer, uma fome desesperada por seu coração. Queria arranca-lo e come-lo temperadinho, apimentado, cozidinho.Fiz de tudo pra conseguir: Te ouvi, te acarinhei e o aconcheguei em meus braços e pernas, te mordia bem devagarzinho pra sentir um pouco do seu gosto, beijei tua boca derramando todo o meu doce para te temperar, te amei e acalmei teu coração. Me dei toda pra você, porém eu queria algo em troca.Simplesmente eu queria comer o seu coração.
No dia planejado te amei como nunca, me agarrei aos seus cabelos e te fiz viajar em todos os sentidos para teu coração ficar bem molinho, porém enquanto com a inocência de quem simplesmente deseja muito a ponto de perder a razão eu continuava meu plano e te engordava de amor, você descobria o meu plano e escapou de mim,me deixando faminta.
Eu em meu desespero só tive uma alternativa: abri meu peito, arranquei meu coração, e decidi comer só um pedacinho pra suportar a minha fome, comi quentinho, cru, sem tempero mesmo, coloquei o restante de volta no lugar e lambi meus dedos. Delicia! Por um momento um pânico tomou todos os meus pensamentos: E se eu ficasse viciada em meu coração? Aos poucos tirando um pedacinho de mim e comendo, de pedacinho em pedacinho quando menos imaginasse, cadê eu?

Vampira


quinta-feira, 8 de novembro de 2012

PINTURA NO CHÃO


Fora contratado por muito menos do que valia o trabalho, sem carteira assinada , sem nada.Tinha acabado de chegar do interior cheio de sonhos, mulher e seis filhos.
Inventou que era artista, que sabia pintar, que era equilibrista, com certeza era pra ter vivido até ali. No seu primeiro dia de trabalho no palco que nunca tinha ensaiado, começou o seu show para ninguém, se equilibrou no pequeno espaço do décimo andar, onde o vento insistiu em mostrar sua força mesmo que não precisasse, se balançou preocupado em não perder o pincel e o balde de tinta cara com o qual tinha que colorir aquelas paredes sem fim. A arte não se divide mais ( na verdade nós é que insistimos em dividi-la porque ela sempre foi uma) dança, teatro, música, artes visuais se misturam, se dependem ( se é que posso escrever assim). O vento venceu e aos poucos ele voou  numa dança leve até encontrar o chão, cantando seu grito de fim,o texto estava traduzido nas ações, a tinta derramou em grande quantidade da grande lata colorindo em tons de azul céu misturando com o vermelho sangue formando uma grande instalação em pleno momento de movimento de vida daquela rua, cenário, uma pintura abstrata, materiais diversos, minerais, orgânicos e o ar, poucos pararam para ver a arte que o acaso montou  com diferentes materiais mostrando o quanto pode ser criativo.

Imagens: http://capu.pl/node/271 quem souber mais sobre este artista por favor me passe as informações trabalho maravilhoso!

O Dea no Mundo está entre os finalistas TOP BLOG 2012, agora só dependo do voto de vocês. Se gostou não esqueça de votar, é só clicar no selo dourado (no canto direito superior do blog) e vote com todos os seus emails, facebook e twitter. Obrigada pela visita e  não esquece de confirmar o voto no email.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

ATRIZ


Foto: Salgado
Hoje me deu vontade de falar um pouco dos bastidores de uma peça teatral, pela minha visão e sensações, quero descrever o resultado de um processo longo que resulta nessa ponta de iceberg. Pois para uma peça ser encenada existe todo um tempo de preparação, pesquisas, treinos, ensaios e produção (arte de tirar leite de pedra). O teatro é a arte da coletividade ao mesmo tempo que é um encontro do ator com seu próprio eu, onde ele antes de tudo está se expondo e ao mesmo tempo se anulando. Então começo...
A encenação começa às 20:oo mas todos chegam às 15:00. Coloco os elementos de cena, vou verificar os figurinos se estão prontos enquanto converso amenidades, enquanto faço isso, já estou me desligando de minhas coisas, preocupações.
Quando o clima está leve é melhor ainda, ajuda no processo, o diretor observa e corrige algumas cenas e depois disso procuro um lugar no palco, deito fecho meus olhos e respiro devagar, sentindo meu corpo em contato com o chão, sentindo o cheiro do palco. Vou acalmando, adaptando-me, procurando estar pronta para o trabalho, alongo meu corpo, aqueço e depois todos fazemos a "Dança dos Ventos"(http://www.ocoteatro.com.br/).
Logo em seguida vem a maquiagem.Gosto de me maquiar rápido, vestir o figurino, que é como se fosse a pele do personagem, gosto de estar pronta logo para ter tempo de revisar tudo quantas vezes puder, parece uma paranóia mas me sinto mais segura assim.
Uns quinze minutos antes de começar cantamos todas as musicas, respiro fundo.Todos a postos começa o espetáculo, um frio, um calor, um coração batendo apertado e descompassadamente. No meio de tudo não pode ter engasgos, cansaço, tropeços, mas as vezes eles acontecem e tem que ser disfarçados ou aproveitados dependendo da situação. Entro e saio de cena na primeira parte dançando, cantando, falando, sinto o nó na garganta que por vezes quase me sufoca e tenho que vencer, o corpo luta para se superar.
Saio de cena, troco de roupa, bebo agua, pego elementos, troco de lugar e isso tudo lutando para não perder a energia, pois quando isso acontece compromete o ritmo do trabalho. Tento, busco ser verdadeira não sei se já consigo. Stanislavski explicava que:"representar verdadeiramente significa estar certo, ser lógico, coerente, pensar, lutar, sentir e agir em uníssono com o papel". O suor escorre nos olhos e arde, não dá pra limpar, por causa da maquiagem,a cochia está escura,temos que aprender a trabalhar praticamente na escuridão, cheia de coisas que não podem quebrar, mas com algumas que podem me quebrar, a topada acontece e não posso chingar, no lugar disso agradeço por não ter feito barulho.
Acontece um entra e sai de cena em que tudo está calculado, foi ensaiado, nada pode fugir das partituras físicas e vocais.Tem um momento que demoro muito entre uma cena e outra e minha vida quer me invadir como um inseto que voa em meus ouvidos, espanto e percebo que uma vela se apaga, ou um colega precisa de ajuda o que me mantém presente.
Recolho tudo que não vai mais ser usado dos bastidores e entro para próxima cena, fico em uma posição incomoda, meus pés e minhas panturrilhas insistem em uma caimbra que me torce, mais tenho que continuar e canto, tem que cantar no momento exato e falo tem que falar o texto certo, com emoção e o corpo tem que estar vivo, presente fazendo o que foi exaustivamente ensaiado. Termina.Por fim vem os aplausos.
Bonito ver o público satisfeito, é para ele que trabalhamos.Eu me sinto muito bem quando em vez de aplausos existe um silêncio, um silêncio de cérebros que fervilham de ideias que foram sendo construídas ou destruídas durante o espetáculo. A plateia recebe a proposta de forma indefinível, por serem seres distintos, receberam a proposta de diferentes formas conforme a sua própria história.
Estou exausta, acho que o espetáculo não foi bem, para mim faltou ritmo, eu não estava bem e em meio a esses pensamentos vou guardando os elementos, tirando a maquiagem, apagando o resto da fantasia,algumas pessoas entram no camarim fazem elogios que no momento não faz muito efeito para mim pois estou pensando no momento que troquei uma palavra do texto ou atrasei alguns segundos para entrar, contudo sempre é bom saber que tem pessoas acompanhando o trabalho, a presença deles me faz feliz.
O diretor (pessoa que primeiro idealiza e busca tudo isso, dentro dessa organização) entra no camarim e sem estarmos esperando diz que a apresentação foi ótima e se ele fala é porque realmente achou e foi, isso para mim serve como um incentivo de tentar melhorar, dá ânimo, ele diz que no outro dia tem coisas a acertar, então termino de me arrumar e corro para pegar o último ónibus da noite, com um dedo ferido, muito cansada e pensando: é um verdadeiro sacerdócio, mas tem suas compensações, tanta emoção vivida e repetidas, sensações, oportunidades de se ter experiências diferentes do cotidiano, a busca pelo conhecimento de culturas e de si, dou um leve sorriso e lembro das palavras de Brecht:"O prazer é a mais nobre função da atividade teatral".
Em homenagem a Ocos e Tupãs, beijos no coração de todos.