Por motivos óbvios sua respiração ficava mais forte, sentia o coração quase explodir no peito e todo seu corpo latejava numa urgência incoerente e irresponsável. Era paixão, a mais avassaladora que já sentira,uma paixão que desnorteava os sentidos, intangível e perturbadora.
Não sabia como e porque começou, já durava algum tempo,mas tinha a certeza do que era. Cada vez que o via ficava boba e desejava aquele corpo, mas principalmente, aquela boca. Seguia todos os seus rastros deixados na virtualidade.
Tudo seria simples, quando o natural poderia ser se expor um pouco pra essa pessoa, chamar atenção, tentar uma amizade e aos poucos seduzi-lo, usando estratégias de aproximação. Mas essa pessoa que ela desejava tanto ,lhe dava uns ois de vez em quando e nada mais, esvaziado e enfraquecidos em fibras óticas e ar em uma distancia sem fim. Ela queria um pouco de atenção, mas pelas fotos ela via que ele vivia cercado de beldades, que sabiam filosofar, falar várias línguas e dançar.
As noites sempre povoadas de sonhos, que por vezes se tornavam úmidos de tantas vontades contidas. Se houvesse uma máquina que a teletransportasse, ou uma maquina do tempo, para voltar e fazer com que seus caminhos se cruzassem, mas tudo o que restava eram letras e letras que ela consumia num desespero, como se pelas palavras alcançasse o gosto , o cheiro, daquele que ela ansiava sem desistir.
Imprimia as palavras que ele escrevia em suas páginas virtuais e nua na calma da noite, esfregava alfabetos pretos em papeis brancos pelo corpo, gemia a cada a que imaginava colados a is nas palavras inocentes, escritas, transportadas e impressas. Tinha gozos devastadores rolando por papeis frios.
Ela ainda segue com sua paixão platônica, também tem seus impedimentos, está resignada a desejar o impossível, ele segue inocente sua vida aparentemente feliz. Mas no fundo ele deve saber que existe um alguém que sente ele mais do que a lógica possa alcançar.
Vampira








