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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

OS SONHOS DE SEGISMUNDO NO SOLAR DA BOA VISTA

Os Sonhos de Segismundo mais uma vez volta em cartaz. Dessa vez no Solar da Boa Vista, sábados e domingos de agosto sempre às 20:00 horas , fazendo parte do festival Bahia em Cena. Para mim será muito especial porquê a minha turma querida de teatro lá de Mussurunga do Ponto de Cultura Akidara no qual ministro oficina vai estar presente me prestigiando êeeeeeeee e vcs: Não percam!

Serviço:
Sábados e Domingos, 20h
Local: Cine Teatro Solar Boa VistaParque Solar Boa Vista, s/n, Engenho Velho de Brotas / tel.: 3116-2009
FICHA TÉCNICA:
Texto: Luis Alberto Alonso e Tiago Chaves.Direção: Luis Alberto AlonsoElenco: Andrea Mota / Carla Teixeira de Freitas / Diana ramos / Mario Cesar Alves / Rafael Magalhães / Tiago Chaves / Virgilio de Sousa.

Vejam toda a programação do Festival Bahia em Cena http://www.bahiaemcena.com.br/

sexta-feira, 18 de março de 2011

ENTREVISTA COM O DIRETOR TEATRAL LUIS ALBERTO ALONSO, UM CRIADOR DE SONHOS

Foto: arquivo pessoal
No mês do teatro aqui no Dea e o Mundo uma entrevista com Luis Alberto Alonso, diretor do grupo Oco Teatro Laboratório.
Diplomado pela Escola Nacional de Arte (ENA) de Havana, Cuba. Integrou o Instituto Superior de Arte (ISA) de Havana durante três anos, formou parte da primeira companhia de arte de Teatro de Cuba "Teatro Buendia". Apresentou espetáculos como ator na Alemanha, Dinamarca, Itália, Grécia, Eslovênia, Polônia, Equador e Áustria.  Integra o grupo Internacional “Ponte dos Ventos”, sediado na Dinamarca, dirigido pela atriz fundadora do Odin Teatret, Iben Nagel Rasmussen.
Criador e Diretor do grupo Oco Teatro Laboratório, grupo ainda jovem no cenário baiano que vem se destacando, inclusive tendo um de seus espetáculos recebido duas indicações ao prêmio BRASKEM . Sendo também o criador e diretor do Festival Latino Americano de Teatro da Bahia. Recentemente o grupo concluiu o projeto O Caminho das Pedras ( oficina de teatro gratuitas no Município de Lauro de Freitas).Com a Revista Boca de Cena protinha pra ser lançada ainda na primeira quinzena de abril, ele nos revela um pouco da sua forma de pensar e viver o teatro. 



1)  O que motivou a seguir a carreira artística e de onde vem as suas inquietações?

Parece a velha história que todos fazemos da nossa vida, mas é certo, desde criança trabalhava em teatro com meus irmãos, fazendo imitação de um grupo espanhol que se chama Calatraba. Eles tinham um boneco hiper-realista que se movimentava por um sistema mecânico interno. Um maravilhoso dia o boneco quebra, eles jogam para um canto e olham para mim e falam: Olha! Aqui está o boneco! Então eu me converti em boneco. Eu fui um boneco, desde menino, já era um boneco e tinha que me movimentar como boneco, assim eles entravam comigo no palco nos braços e me sentavam nas pernas deles. Começava a tocar o duo Calatraba e tudo era uma grande diversão, mas muito sério, muito profissional, participávamos de festivais, encontros, trabalhávamos nos cabarés e ganhamos alguns prémios nacionais. Aí começou a minha paixão por aquele intercâmbio que era produzido entre a plateia e o palco. As pessoas me elogiavam e falavam que eu era um artista. Sei lá se era! Isso foi entrando na minha cabeça e de fato comecei a estudar teatro com 18 anos na Escola Nacional de Arte de Havana, Cuba. Depois fui para o Instituto Superior de Arte. Não parei até hoje e acho que não consigo parar. Abençoado boneco!
As minhas inquietações artísticas vêm do todo que vivo, de tudo aquilo que está entorno do meu viver e sentir como ser humano. Sou muito romântico, então a vida para mim tem que ter beleza, poesia. A minha inspiração é a beleza da vida, não gosto do scrach, do mau gosto no palco. Não tenho nada contra as peças de comedia mais popular, mas acho que nisso também tem que se investir em beleza. Daí, da beleza das coisas e dos sentimentos mais profundos do ser humano é que vem a minha inquietação. Ela está se voltando cada vez mais politica, pois a arte precisa dialogar mais com a sociedade.

2)      Sendo diretor do Grupo Oco Teatro Laboratório como se dá o processo criativo do grupo? Vocês partem de um texto ou de uma ideia geral?

Não existe grupo se todos seus integrantes não trabalham num sistema colaborativo, sobretudo num grupo de pesquisa como o nosso. Isso de grupo de criação coletiva foi uma denominação do século passado. Todo grupo de teatro deve ser um grupo de criação coletiva, claro. Grupo é aquele onde o diretor não chega com as coisas prontas e os atores se movimentam segundo os interesses do diretor, até porque no nosso processo de trabalho tento sempre que a maior parte do material que conformará o tecido do espetáculo saia dos próprios atores e suas vivências, do seu conhecimento e intelecto que deve ser cultivado diariamente com muito estudo, dedicação e seriedade.
Dizer que não partimos de um texto é negar o verdadeiro significado dessa palavra. No seu sentido lato texto é algo que informa, que disse, é tecido, é ideia, é uma costura de informações que pode vir de uma consecução de imagens. Agora, se você se  refere ao texto dramático, não. A gente não parte sempre do texto dramático. Muitas vezes é o último que aparece no nosso trabalho e inserido de forma a convergir com a partitura corporal previamente criada pelo ator.
Por outra parte, desde o ponto de vista dramatúrgico o texto é o último tecido que surge na criação, a combinação de todas as peças no palco, de todas as ações da montagem, sempre que sejamos capazes de entender ações como as relações entre atores, entre cada ator consigo mesmo, entre os atores e o texto dramático, o ator com a luz, o diálogo da luz com o cenário, o ator com os elementos, etc. Esse entendimento descobri com Eugénio Barba e a minha delicada percepção do palco.

3)    Você entende o teatro como um trabalho ritualistico?

Olha, no caso de grupo, o ato de se reunir dia após dia já é um ato ritual, já é uma visita diária ao nosso sagrado oficio. Talvez não seja necessário, nos tempos atuais, essa sacralização, já que o teatro se retroalimenta não só do convívio com o subjetivo ou os estudos isolados do ator, ele também se constrói das partes da vida cotidiana, do saber do dia a dia, do conhecimento tácito. Mas no geral o teatro tem esse valor, sim, esse fazer e desfazer no ritual, no sagrado.
Há outras discussões que eu entravo na atualidade com este significado. Separamos muito as manifestações artísticas quando na verdade elas não estão separadas. Eu não estou falando de interdisciplinaridade estou me referindo a zonas de convergência entre aquelas artes que foram separadas, acho eu, para seu estudo. Eu não consigo achar diferença entre teatro e dança e música, etc. Eu posso criar um concerto com meus atores e não necessariamente estar inserido dentro de formas pré-estabelecidas do que é música. Posso criar uma tela no palco. O que me diferencia nessas denominações? São os instrumentos que uso, mas um artista plástico não pode dizer que a foto de cartaz de Os Sonhos de Segismundo não é uma tela de alto valor  plástico e conceitual, assim como muitas outras imagens do espetáculo. No sagrado, no antigo ritual não havia diferença, nós colocamos nomes  nisso.
Os Sonhos de Segismundo

Foto: Hercilia Lustosa

4)      Existe algum grupo, ator ou atriz que você tenha como referência?

Estrangeiros ou nacionais? Rsrs!
Bom, a minha grande escola foi um importantíssimo grupo cubano de teatro, Teatro Buendia, de Cuba, meus passos me levaram a outro grupo que tem reformulado o teatro no mundo, o Odin Teatret, onde faço um trabalho anual com uma das suas atrizes fundadoras, através do grupo internacional Ponte dos Ventos. Admiro muito referências que não estão mais entre nós e que teve o prazer de poder ver pessoalmente e compartilhar, Kazuo Ohno, Pina Bausch. Sou delicado observador de Eugénio Barba. Na Bahia admiro muito o trabalho de Luiz Marfuz quando enveredado pela pesquisa e a procura de novas formas. E admiro todos aqueles que sejam capazes nesse mundo globalizado e rápido de tentar conformar um grupo teatral, um coletivo, o qual precisa de muita garra e desprendimento de energia, de pensar não somente em você como criador, mas também no outro como parceiro. Admiro diretores de oficio, não de cadeira: Vai você entender!

5)      Você se considera um encenador?

Sou um artista no seu amplo sentido da palavra. Dizer encenador hoje é pensar naquela pessoa que só faz sentar numa cadeira e dirigir. Boto a mão na massa, costuro figurino, faço parte de forma ativa na construção dos cenários, das partituras do ator, da iluminação, faço trilha sonora, escrevo textos. Acho que esse nome cabe a todos os que conformam um grupo, todos são encenadores, porque trabalham em conjunto para construir algo para o palco, algo que será encenado, apresentado.

6)       Você é o Diretor e criador do FIlTEBahia- Festival Latino Americano de Teatro da Bahia, na sua opinião qual a verdadeira importância dos festivais para a classe teatral e o publico?

A troca. Acho que esse é o verdadeiro sentido de um Festival. Trazer produções diferentes, de estilos diferentes ao que se faz na Bahia. Confrontar com uma outra forma de ver o universo teatral. Depois do Festival há grupos que estão realizando demonstrações de trabalho, isso é legal! E não quer dizer que eles talvez não tenham pensado antes, mas depois do Filte com a proposta das demonstrações de trabalho tem incentivado uma galera a dar seguimento a esta linha, isso é belo. Outros grupos baianos estão viajando porque o Filte abriu essas portas. Então, Festival só tem a ganhar no contexto teatral. Nos faz saber e sentir que o que fazemos não é o único que existe, que há outras formas de pensar o teatro.

7)      O que tem a dizer sobre as leis de incentivo na Bahia? Elas funcionam?

Na Bahia só temos a Lei do Faz Cultura, que funciona para aqueles que podem e conseguem captar recursos, a Demanda Espontânea do Fundo de Cultura, e os editais da Fundação Cultural do Estado da Bahia-FUNCEB. Isso de editais penso que é um paliativo, um band-aid numa ferida que deve ser provisória. Deve ser criada uma Lei de Incentivo ao Teatro, no nosso caso é necessário. Não conseguimos ter uma manutenção constante. É a história sem fim. O Mito de Sísifo. Depois que chega ao cume com a pedra vê ela cair e rodar e de novo tem que descer e empurrar ela novamente até chegar ao topo da montanha e assim sucessivamente, parece que o Mito é, como parábola discursiva, o nosso castigo por sermos artistas e desafiar aos deuses. Piada? Não, realidade total!.  Encontro todos os dias atores na rua, nos eventos, nas estreias e o primeiro que falam é: Quando vai dirigir algo para me convidar? Os atores estão precisando trabalhar, os diretores precisam de Leis mais consistentes que nos permitam dedicarmo-nos ao teatro sem grandes complicações. 80 % do meu dia e da minha vida eu dedico aos editais, às Leis de Incentivo. Isso é um crime com o universo do criador. Porque achar um produtor que se interesse pela criação de projetos sem saber se isso vai dar certo é muito difícil. Sou contra os editais se eles continuarem sendo a única via de manutenção dos grupos, além de que existem nomes do teatro que acho que não precisam ficar concorrendo em editais, a carreira artística deles está provada e isso merece um respeito.

8)      Como avalia a formação de público na Bahia?

Olha, eu não formei parte do processo histórico teatral que a Bahia tem vivenciado durante os últimos 50 anos, nem sou herdeiro desta tradição, então é muito difícil avaliar assim, mas o que eu tenho vivido durante estes 8 anos é uma grande instabilidade. Agora a coisa está melhor, mas o que é estar melhor? Dizer que ganhamos um edital e só receber um ou dois anos depois? A gente não se planifica? Eu não posso avaliar público se não consigo criar um sistema sólido de produção artística, se essa produção está constantemente atrelada ao ir e vir de políticos e interesses de poucos. O público gosta de teatro e quem nunca foi quando vá fica encantado, fica alucinado, porque a nossa arte tem esse poder.

9)      E quanto as escolas, acha que poderiam participar mais dessa formação? Como?

As escolas? Quais escolas? O ensino básico ou o ensino de artes. As escolas de arte já cumprem seu papel. As escolas de ensino fundamental se queixam constantemente dos problemas com a educação no país, como vamos a esperar que o teatro seja algo de valor para elas? Agora, uma vez a educação sendo estruturada de boa qualidade penso que teremos espaço para formar plateia desde bem cedo, desde pequenos. Criando vínculos entre educação e cultura. Há em Cuba uma experiência muito bacana que não sei se é mantida até hoje, as Casas de Cultura, elas trabalham em associação com as escolas. O aluno no turno que não tem aulas tem que escolher entre arte ou esporte. A parte de arte pertence às Casas de Cultura que tem instrutores e professores de todas as manifestações artísticas, é de uma riqueza inquestionável, porque esse ser humano está se formando como um ser social, íntegro, em sua totalidade.

10)    Que conselho  daria para quem quer seguir a carreira teatral?

Nunca perder os sonhos. Acreditar naquilo que impulsiona ele como criador e ter muita garra para seguir andando no caminho escolhido, este nosso caminho tão pedregoso mas fascinante. 

Para saber mais: Oco Teatro Laboratório 

segunda-feira, 24 de maio de 2010

COMO FOI NA PARAÍBA?




Conhecer a Paraíba? Experiência linda. Principalmente pelo calor humano. É bom saber que no Nordeste existe teatro do bom.Nessa 2º mostra de teatro de grupo casa cheia e muita troca.Obrigada Sertão Teatro,Clowns de shakespere,Grupo Bigorna e Grupo Bagaceira de Teatro que fez dez anos de existência. Bom conhecer, e também reencontrar, beijo no coração de todos.
Agora Oco teatro em Maceió.
Clic nas fotos para ler as reportagens, Oco teatro Laboratório.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

OCO TEATRO LABORATÓRIO NO FESTIVAL DE TEATRO RUÍNAS CIRCULARES EM UBERLÂNDIA/MG

O Grupo Oco Teatro Laboratório estará nos dias 30,01,02 de maio em Uberlândia participando do II Festival Latino Americano de Teatro Ruínas Circulares, com as oficinas "Tecendo Partituras" ministrada pelo diretor do grupo Luis Alberto Alonso e "Energia e Expressividade na Construção do Trabalho do Ator" ministrada pelo ator Rafael Magalhães, além do Espetáculo Os Sonhos de Segismundo no Teatro Rondon Pacheco às 20 horas.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

EXTRA! EXTRA! OS SONHOS DE SEGISMUNDO, CURTISSIMA TEMPORADA

Direto do Equador após participação no Festival FITEQ em Quito e Guayaquil, volta em curtissima temporada Os Sonhos de Segismundo, 16,17 de outubro no Teatro Monet (Vilas do Atlântico em Lauro de Freitas). Sextas e sábados sempre as 20:00 horas.

Olha aí o Oco Teatro arrumando o palco do Teatro Cívico em Guayaquil, 700 pessoas assistiram o espetáculo.
Olha o Oco Teatro na embaixada
Oco Teatro no camarim se preparando

Mais informações: Oco Teatro

A quem interessa o tema teatro, encontrei essa mini- enciclopédia super!

Fotos de Diana Ramos

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

II FESTIVAL LATINO AMERICANO DE TEATRO DA BAHIA FILTE

Aconteceu entres os dias 04 e 13 de setembro a segunda edição do FILTE: II Festival Latino Americano de Teatro da Bahia. O homenagiado desse ano foi Augusto Boal, Uma pena ele ter partido, porque a idéia era tê-lo presente no festival... Mas a vida continua e o teatro segue em frente. Tivemos representantes de vários países latinos, cultura Hispánica dos EUA e Brasil.Espetáculos adultos, de animação e infantis , priorizando a cultura de grupo e pesquisa entre os participantes. Paralelo Aconteceu o NORTEA : Nucleo de laboratórios Teatrais do Nordeste com conferências e demonstrações de trabalho.
Esse ano criamos coragem e apresentamos também o nosso trabalho Os Sonhos de Segismundo, uma correria mas conseguimos. Viva o teatro, Viva também ao Oco Teatro.
O encontro mais uma vez aconteceu para celebrarmos esse labor maravilhoso que é o teatro.
Veja a vinheta clic aqui.

domingo, 12 de abril de 2009

PRÉMIO BRASKEN DE TEATRO



Nesta Terça-feira 14 de abril o grupo Oco Teatro Laboratório está concorrendo como melhor espetáculo e melhor atriz coadjuvante Diana Ramos pelo prémio Brasken de Teatro. Vamos fazer uma corrente pra que o grupo leve esse prémio, será o reconhecimento de um trabalho importante de um grupo que tem concretizado muitos trabalhos: O festival Latino Americano de Teatro, o espetáculo Branca, apresentações internacionais, espetáculo didatico Cuide de Você e o abril cultural. Quem ainda não conseguiu conferir boas noticias: Apresentaremos na edição 2009 do Festival Latino Americano e em breve estaremos em turnê pelo Nordeste.

sábado, 21 de março de 2009

LIMA /PERÚ ESQUADROS

Foto tirada na viagem de volta da cidade de Quito/Equador
Vou fazer um trabalhinho ali em Lima no Perú. Apresentação do espetáculo OS SONHOS DE SEGISMUNDO, então em breve novidades.Deixo um grande abraço para todos que me visitam e dedico esta musica que se parece muito comigo para vocês ,cliquem: Esquadros
Viajar el mundo en imaginacion ou en realidad es la vida del artista, que siempre diverten personas y lloran ao telefono, mirando el mundo con otros ojos...es lo cotidiano sueñado.
ESQUADROS
EU ANDO PELO MUNDO PRESTANDO ATENÇÃO EM CORES
QUE EU NÃO SEI O NOME
CORES DE ALMODÓVAR CORES DE FRIDA KAHLO, CORES
PASSEIO PELO ESCURO
EU PRESTO MUITA ATENÇÃO NO QUE MEU IRMÃO
OUVE E COMO UMA SEGUNDA PELE, UM CALO,
UMA CASCA,UMA CÁPSULA PROTETORA
EU QUERO CHEGAR ANTES
PRA SINALIZAR O ESTAR DE CADA COISA
FILTRAR SEUS GRAUS
EU ANDO PELO MUNDO DIVERTINDO GENTE CHORANDO AO TELEFONE
E VENDO DOER A FOME NOS MENINOS QUE TÊM FOME
PELA JANELA DO QUARTO PELA JANELA DO CARRO
PELA TELA, PELA JANELA(QUEM É ELA, QUEM É ELA?)
EU VEJO TUDO ENQUADRADO REMOTO CONTROLE
EU ANDO PELO MUNDO E OS AUTOMÓVEIS CORREM PARA QUÊ?
AS CRIANÇAS CORREM PARA ONDE?
TRANSITO ENTRE DOIS LADOS DE UM LADO EU GOSTO DE OPOSTOS
EXPONHO O MEU MODO, ME MOSTRO EU CANTO PRA QUEM?
PELA JANELA DO QUARTO PELA JANELA DO CARRO
PELA TELA, PELA JANELA(QUEM É ELA, QUEM É ELA?)
EU VEJO TUDO ENQUADRADO REMOTO CONTROLE
EU ANDO PELO MUNDO E MEUS AMIGOS, CADÊ?
MINHA ALEGRIA, MEU CANSAÇO?

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

BASTIDORES DE UMA ATRIZ

Hoje me deu vontade de falar um pouco dos bastidores de uma peça teatral, pela minha visão e sensações, quero descrever o resultado de um processo longo que resulta nessa ponta de iceberg. Pois para uma peça ser encenada existe todo um tempo de preparação, pesquisas, treinos, ensaios e produção (arte de tirar leite de pedra). O teatro é a arte da coletividade ao mesmo tempo que é um encontro do ator com seu próprio eu, onde ele antes de tudo está se espondo e ao mesmo tempo se anulando. Então começo...
A encenação começa às 20:oo mas todos chegam às 15:00. Coloco os elementos de cena, vou verificar os figurinos se estão prontos enquanto converso amenidades, enquanto faço isso, já estou me desligando de minhas coisas, preocupações.
Quando o clima está leve é melhor ainda, ajuda no processo, o diretor observa e corrige algumas cenas e depois disso procuro um lugar no palco, deito fecho meus olhos e respiro devagar, sentindo meu corpo em contato com o chão, sentindo o cheiro do palco. Vou acalmando, adaptando-me, procurando estar pronta para o trabalho, alongo meu corpo, aqueço e depois todos fazemos a "Dança dos Ventos"(http://www.ocoteatro.com.br/).
Logo em seguida vem a maquiagem.Gosto de me maquiar rápido, vestir o figurino, que é como se fosse a pele do personagem, gosto de estar pronta logo para ter tempo de revisar tudo quantas vezes puder, parece uma paranóia mas me sinto mais segura assim.
Uns quinze minutos antes de começar cantamos todas as musicas, respiro fundo.Todos a postos começa o espetáculo, um frio, um calor, um coração batendo apertado e descompassadamente. No meio de tudo não pode ter engasgos, cansaço, tropeços, mas as vezes eles acontecem e tem que ser disfarçados ou aproveitados dependendo da situação. Entro e saio de cena na primeira parte dançando, cantando, falando, sinto o nó na garganta que por vezes quase me sufoca e tenho que vencer, o corpo luta para se superar.
Saio de cena, troco de roupa, bebo agua, pego elementos, troco de lugar e isso tudo lutando para não perder a energia, pois quando isso acontece compromete o ritmo do trabalho. Tento, busco ser verdadeira não sei se já consigo. Stanislavski explicava que:"representar verdadeiramente significa estar certo, ser lógico, coerente, pensar, lutar, sentir e agir em uníssono com o papel". O suor escorre nos olhos e arde, não dá pra limpar, por causa da maquiagem,a cochia está escura,temos que aprender a trabalhar praticamente na escuridão, cheia de coisas que não podem quebrar, mas com algumas que podem me quebrar, a topada acontece e não posso chingar, no lugar disso agradeço por não ter feito barulho.
Acontece um entra e sai de cena em que tudo está calculado, foi ensaiado, nada pode fugir das partituras físicas e vocais.Tem um momento que demoro muito entre uma cena e outra e minha vida quer me invadir como um inseto que voa em meus ouvidos, espanto e percebo que uma vela se apaga, ou um colega precisa de ajuda o que me mantém presente.
Recolho tudo que não vai mais ser usado dos bastidores e entro para próxima cena, fico em uma posição incomoda, meus pés e minhas panturrilhas insistem em uma caimbra que me torce, mais tenho que continuar e canto, tem que cantar no momento exato e falo tem que falar o texto certo, com emoção e o corpo tem que estar vivo, presente fazendo o que foi exaustivamente ensaiado. Termina.Por fim vem os aplausos.
Bonito ver o público satisfeito, é para ele que trabalhamos.Eu me sinto muito bem quando em vez de aplausos existe um silêncio, um silêncio de cérebros que fervilham de ideias que foram sendo construídas ou destruídas durante o espetáculo. A plateia recebe a proposta de forma indefinível, por serem seres distintos, receberam a proposta de diferentes formas conforme a sua própria história.
Estou exausta, acho que o espetáculo não foi bem, para mim faltou ritmo, eu não estava bem e em meio a esses pensamentos vou guardando os elementos, tirando a maquiagem, apagando o resto da fantasia,algumas pessoas entram no camarim fazem elogios que no momento não faz muito efeito para mim pois estou pensando no momento que troquei uma palavra do texto ou atrasei alguns segundos para entrar, contudo sempre é bom saber que tem pessoas acompanhando o trabalho, a presença deles me faz feliz.
O diretor (pessoa que primeiro idealiza e busca tudo isso, dentro dessa organização) entra no camarim e sem estarmos esperando diz que a apresentação foi ótima e se ele fala é porque realmente achou e foi, isso para mim serve como um incentivo de tentar melhorar, dá ânimo, ele diz que no outro dia tem coisas a acertar, então termino de me arrumar e corro para pegar o último ónibus da noite, com um dedo ferido, muito cansada e pensando: é um verdadeiro sacerdócio, mas tem suas compensações, tanta emoção vivida e repetidas, sensações, oportunidades de se ter experiências diferentes do cotidiano, a busca pelo conhecimento de culturas e de si, dou um leve sorriso e lembro das palavras de Brecht:"O prazer é a mais nobre função da atividade teatral".
Em homenagem a Ocos e Tupãs, beijos no coração de todos.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

OS SONHOS DE SEGISMUNDO INDICADO COMO MELHOR ESPETÁCULO DE 2008 AO PRÉMIO BRASKEN

O ESPETÁCULO OS SONHOS DE SEGISMUNDO, DO GRUPO OCO TEATRO LABORATÓRIO FOI INDICADO PARA CONCORRER COMO MELHOR ESPETÁCULO DE 2008 E MELHOR ATRIZ COADJUVANTE DIANA RAMOS. ESTÁ EM CURTISSIMA TEMPORADA NA SALA DO CORO DO TEATRO CASTRO ALVES ATÉ O DIA 15 DE FEVEREIRO, NÃO PERCAM!
DIREÇÃO: LUIS ALONSO
TEXTO:LUIS ALONSO E THIAGO CHAVES
ELENCO: ANDRÉA MOTA, CARLA TEIXERA, DIANA RAMOS,MARIO CESAR,RAFAEL MAGALHÃES E VIRGILIO PIRES
MUSICO: THIAGO CHAVES
SONOPLASTIA:DEVORA ARBER
Vejam as fotos no blog! Palavras chave: Sonhos de segismundo
Mais informações: www.ocoteatro.com.br

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Os Sonhos de Segismundo e agora tem Branca

A curta temporada de Os Sonhos de Segismundo terminou, mas voltamos em cartaz no mesmo teatro em janeiro, aguardem. Por agora contagem regressiva para Murcia que fica na Espanha, apresentaremos Branca, espetáculo inspirado na obra de Dias Gomes: O Santo Inquerito.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Os Sonhos de Segismundo

ESTRÉIA:
OS SONHOS DE SEGISMUNDO.
Espetáculo ganhador do Prêmio Miriam Muniz 2007
DE 06 A 16 DE NOVEMBRO. DE QUINTA A DOMINGO.
SALA DO CORO DO TCA.
Centrado numa dramaturgia intertextual, “Os Sonhos de Segismundo”, é um espetáculo que parte da investigação de cinco fontes escritas, A Vida é Sonho de Calderón de la Barca, Cem Anos de Solidão de Gabriel Garcia Marques, Textos Escolhidos de Eduardo Galeano, Literatura de Cordel e o Universo Literário de Jorge Amado.
Como espaçosa praça do Grande Teatro do Mundo, seis trovadores se re-encontram na sua cidade natal, Macondo, da qual tinham emigrado anos atrás na procura de uma vida melhor. Ao fazer sua entrada percebem que a terra está morta, seca, cidade estática, parada no tempo e uma imensa solidão. Convocam através de um ritual a um ser que habita a cidade para perguntar-lhe o que aconteceu na ausência deles. Conta que o príncipe (quem será o libertador) está preso numa torre desde pequeno, pois o pai (o rei) acreditou em falsas predições. Conta também que se tem criado na cidade um jogo de Poder, onde todos querem alcançar o trono.
Ao saber isto os trovadores decidem fazer a Revolução para mudar o curso da história de Macondo. Um grande temporal se avista e a cidade seca se converte em mar.
Os trovadores, depois de ter feito a Revolução se questionam o que fazer, e decidem começar navegar, com Segismundo na proa, a procura dos seus sonhos.
Compreendem que o mais importante é jamais perder os seus próprios sonhos.
Os Sonhos de Segismundo é um enramado cheio de metáforas, discursos entrelaçados e relações surpreendentes.
Direção: Luis Alberto Alonso.
Texto: Tiago Chaves Martinez e Luis Alberto Alonso.
Elenco: Andrea Mota, Carla Teixeira, Diana Ramos, Mario César Alves, Rafael Magalhães e Virgilio Sousa.
Viste o nosso site: http://www.ocoteatro.com.br/

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Convido/Invitacion


Vejam: Os Sonhos de Segismundo, Sala do Coro do Teatro Castro Alves, dias 06,07,08,09,13,14,15,16 de novembro,de quinta a domingo, sempre às 20 hrs.