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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

PINTURA NO CHÃO


Fora contratado por muito menos do que valia o trabalho, sem carteira assinada , sem nada.Tinha acabado de chegar do interior cheio de sonhos, mulher e seis filhos.
Inventou que era artista, que sabia pintar, que era equilibrista, com certeza era pra ter vivido até ali. No seu primeiro dia de trabalho no palco que nunca tinha ensaiado, começou o seu show para ninguém, se equilibrou no pequeno espaço do décimo andar, onde o vento insistiu em mostrar sua força mesmo que não precisasse, se balançou preocupado em não perder o pincel e o balde de tinta cara com o qual tinha que colorir aquelas paredes sem fim. A arte não se divide mais ( na verdade nós é que insistimos em dividi-la porque ela sempre foi uma) dança, teatro, música, artes visuais se misturam, se dependem ( se é que posso escrever assim). O vento venceu e aos poucos ele voou  numa dança leve até encontrar o chão, cantando seu grito de fim,o texto estava traduzido nas ações, a tinta derramou em grande quantidade da grande lata colorindo em tons de azul céu misturando com o vermelho sangue formando uma grande instalação em pleno momento de movimento de vida daquela rua, cenário, uma pintura abstrata, materiais diversos, minerais, orgânicos e o ar, poucos pararam para ver a arte que o acaso montou  com diferentes materiais mostrando o quanto pode ser criativo.

Imagens: http://capu.pl/node/271 quem souber mais sobre este artista por favor me passe as informações trabalho maravilhoso!

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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

PINTURA NO CHÃO

Fora contratado por muito menos do que valia o trabalho, sem carteira assinada , sem nada.Tinha acabado de chegar do interior cheio de sonhos, mulher e seis filhos.
Inventou que era artista, que sabia pintar, que era equilibrista, com certeza era pra ter vivido até ali. No seu primeiro dia de trabalho no palco que nunca tinha ensaiado, começou o seu show para ninguém, se equilibrou no pequeno espaço do décimo andar, aonde o vento insistiu em mostrar sua força mesmo que não precisasse, se balançou preocupado em não perder o pincel e o balde de tinta cara com o qual tinha que colorir aquelas paredes sem fim. A arte não se divide mais ( na verdade nós é que insistimos em dividi-la porque ela sempre foi uma) dança, teatro, música, artes visuais se misturam, se dependem ( se é que posso escrever assim). O vento venceu e aos poucos ele voou  numa dança leve até encontrar o chão, cantando seu grito de fim,o texto estava traduzido nas ações, a tinta derramou em grande quantidade da grande lata colorindo em tons de azul céu misturando com o vermelho sangue formando uma grande instalação em pleno momento de movimento de vida daquela rua, cenário, uma pintura abstrata, materiais diversos, minerais, orgânicos e o ar, poucos pararam para ver a arte que o acaso montou  com diferentes materiais mostrando o quanto pode ser criativo.

Imagens: http://capu.pl/node/271 quem souber mais sobre este artista por favor me passe as informações trabalho maravilhoso!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

ESCOLA E LIBERDADE, SEM MEDOS

Um dia observando uma aula de artes em uma escola pública percebi que pouca coisa mudou em décadas.Perguntei a professora o que ela seguia e ela me respondeu: “OS SETE SABERES – EDGAR MORIM (O erro e a ilusão, os princípios do conhecimento pertinente, ensinar a condição humana, ensinar a identidade terrena, enfrentar as incertezas, ensinar a compreensão, a ética do gênero humano). Não percebi muito saber naquela forma de ensinar, crianças sentadas em carteiras esperando ordens sem direito de opinar e o pior sem direito de usar a criatividade, não tendo a chance de descobrir.Ela mostrava e traçava cada passo, o que as crianças tinham que fazer igualzinho a ela, senão não teriam nota.Senão ela poderia perder o controle.
Isto é um total absurdo no qual eu conheço por experiência própria quando fazia copias e mais copias em tudo inclusive na aula de arte. Porém no meu tempo a escola era tecnicista, estávamos na ditadura e não importava que as pessoas fossem criativas, mas sim aprendessem o bastante para desenvolver uma única função mecanicamente durante toda a vida. Passou o tempo e me pergunto: Por que evoluímos tão pouco? Terá sido por não termos até hoje estabelecido o que já é lei no PCN ou o PCN é tão contraditório, confuso e retrogrado que não valha a pena?
Se eu já estava confusa fiquei mais ainda, principalmente por ser uma questão direta passou-se uma geração e não houve mudanças significativas. O professor de arte realmente tem uma batalha a travar, contudo se não esta disposto a ser um guerreiro por que tantos professores entram nesta luta, que não é só na área de artes e sim de toda educação. Quando será que os educadores e os poderosos vão entender que as pessoas exercitando a sua sensibilidade e criatividade serão criativas em qualquer setor que sigam ? Vai demorar...
Meu filho quando tinha cinco anos desenhou tudo preto e foi o bastante pra psicológa ser acionada, me chamarem e me bombardearem com todo tipo de pergunta, desconfiando que meu filho passava por algum tipo de violência ou depressão. Quando perguntaram a ele porque desenhava assim ele respondeu com toda naturalidade com a pergunta mais óbvia para uma criança de cinco anos: Desenhei assim porque preto é a minha cor preferida ora!


segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

PECADOS QUE TODOS COMETEM

Post do inicio do blog
Os sete pecados capitais...lembro quando era criança de ter em meus pesadelos a visão desses pecados de tanto ver as figuras nos livros religiosos.Se levarmos a sério tudo,somos pecadores por segundo, porque tudo é pecado e se inferno existe e é em outro lugar que não aqui, minha fogueira já está prontinha me esperando.
O papa Gregório Magno no século VI instituiu os sete pecados capitais, que são os princípios que ferem a Deus, a você e ao próximo. Os sete pecados capitais são:
1) Gula: consiste em comer além do necessário e a toda hora; (um pecado que me persegue)
2) Avareza: é a cobiça de bens materiais e dinheiro; (não gosto de gastar em vão é diferente)
3) Inveja: desejar atributos, status, posse e habilidades de outra pessoa;(as vezes acontececom qualquer um, mas é um dos piores)
4) Ira: é a junção dos sentimentos de raiva, ódio, rancor que às vezes é incontrolável; (facinho de acontecer)
5) Soberba: é caracterizado pela falta de humildade de uma pessoa, alguém que se acha auto-suficiente; (odeio)
6) Luxúria: apego aos prazeres carnais; (ai! prefiro não comentar rsrs...)
7) Preguiça: aversão a qualquer tipo de trabalho ou esforço físico. (quando ela me pega...)
Resumindo: Tudo é pecado nessa vida! Arg!
Desejar é pecado, comer é pecado, guardar é pecado,trabalhar é pecado, trepar é pecado, não fazer nada também é...ai. Descrevo um único dia e é só pecado. Primeiro senti preguiça de trabalhar, depois comi como uma louca no café, invejei as pessoas magras, tomei uma topada e odiei o mundo e tudo que há nele por um instante, comprei um cetim para um vestido voluptuoso e a luxuria tomou conta de meu corpo e pensamentos, escondi dinheiro, e fui muito ríspida  com uma pessoa que me irrita.
Mas eu vou dizer viu, viver né fácil não e quase tudo que eu gosto é ilegal, imoral ou engorda e tem uns pecadinhos que valem a pena cometer rsrrss. Na verdade pecado é não viver.
Bosh
Aproveitando: A imagem é do pintor e gravador neerlandês Jeroen van Aeken, cujo pseudónimo é Hieronymus Bosch, e também conhecido como Jeroen Bosch — viveu entre 1450 e 1516.
Muitos dos seus trabalhos retratam cenas de pecado e tentação recorrendo à utilização de figuras simbólicas, complexas, originais, imaginativas e caricaturais, muitas das quais eram obscuras mesmo no seu tempo.
Pintores alemães como Martin Schongauer, Matthias Grünewald e Albrecht Dürer influenciaram a obra de Bosch. Apesar de ter sido quase comtemporâneo de Jan van Eyck, seu estilo era completamente diferente.
Especula-se que sua obra terá sido uma das fontes do movimento surrealista do século XX, que teve mestres como Max Ernst e Salvador Dalí.
Não se sabe ao certo qual a origem desta obra. Talvez provenha da encomenda de uma ordem monástica da época. Sabe-se apenas que posteriormente passou a compor a coleção do rei espanhol Felipe II, juntamente com outras obras do artista. Bosch escolhia para seus temas moralistas personagens de lendas, provérbios e superstições populares, dando-lhes um aspecto alegórico na representação. Com isso ele criou uma iconografia fantástica própria, que lhe permitiu abordar desde os pecados humanos até sua terrível consequência, o inferno. Bosch demonstrou sua preocupação com o homem, mostrou de forma contundente e sem rodeios sua percepção apocalíptica da condição humana. Na obra Sete Pecados Capitais, Jesus Cristo se encontra no centro do painel, cercado por um largo anel dourado no qual está inscrito em latim: "Cuidado, cuidado, Deus vê". A esfera central tem a aparência de um olho humano, e Cristo estaria dentro da pupila. A imagem remete ao significado do olho de Deus, que tudo vê. No restante, temos a representação de cada um dos sete pecados capitais (avareza, soberba, gula, ira, inveja, preguiça e luxúria) em cenas que poderiam ser vistas no cotidiano de sua região. Nos quatro cantos do painel encontramos círculos, dentro dos quais estão representados: a morte, o juízo final, o inferno e a glória.
Agora eu pergunto: Quais são os seus pecados recorrentes?

terça-feira, 4 de maio de 2010

CRIANÇA, FLORES E MORTE




Os tempos de inocência não são os mesmos para todos, alguns chegam a nunca conhecer esses tempos e vai agregando como pode, a sua realidade, uma leveza necessária em tudo, para sobreviver.Quando criança morava em um bairro violento, era comum a morte, de todos os tipos. Minha casa ficava no caminho do cemitério, pobre quando morria naquela época (não sei agora) ia embora em cortejo longo, carregado por amigos, se não tinha muitos amigos a tarefa ficava penosa porque os poucos que estavam presentes levarariam a carga sem revezar.E isso tudo passava pela porta da minha casa.
Tínhamos um ritual,eu e meus amigos: Colocar os dedos cruzados nas costas.Acreditávamos que quem não fizesse isso a mãe morria, quem inventou? Quando cheguei já encontrei essa mandiga de menino.

Mas a criançada (bicho estranho criança) não perdia era enterro de anjinho, Aqueles que nem nasciam ou se nasciam nem tinham tempo de respirar da vida. Isso não era por maldade, era para ter a honra de carregar o caixãozinho branco, a coisinha balançando de um lado pra o outro dentro e no final receber um docinho de agradecimento.As vezes tinha até discussão.Jardim de mãe nenhuma tinha sossego, arrancávamos tudo que era vegetal pra levar na mão porque tinha que ter flor e valia de tudo, hibisco, mal-me-quer, maria-sem-vergonha, croto.
Um dia morreu o anjinho de uma vizinha e eu iria acompanhar o enterro até o fim da minha rua, arranquei algumas rosas de minha mãe ( estava cheia de orgulho, porque minhas amigas estavam levando hibisco, que tinha em todo canto) e fui seguindo a multidão. Minha amiga falou pra adiantar e quando cheguei perto do caixão me chamaram pra carregar. O coração bateu forte, segurei na alça e senti uma coisinha saculejando de um lado para o outro, porque a nossa solenidade não mudava o andar espevitado de crianças. Voltei pra casa pensando... Porque existiam histórias tão curtas...
 Uma amiguinha minha a Neguinha (parecia uma índia) era o cão em forma de criança, sabia sempre de tudo, primeiro que todo mundo, sempre vinha com a novidade: Morreu não sei quem, em tal lugar vamos lá ver?

Eu nessa época estava em crise de criança me perguntando e descobrindo que existia um fim, cheia de perguntas sem respostas e com uma curiosidade imensa sobre a morte. Escondida de minha mãe íamos a casa do suposto defunto ou defunta e levantávamos o lençol para ver, eu ficava petrificada olhando aquela coisa que  parecia oca, parecia nada, em cima das mesas pobres, as vezes ainda na rua, no chão com velas.
Parei no dia que levei o maior susto da minha vida. Acordei com Neguinha me gritando do portão, foi logo me dizendo: O vizinho morreu vamos lá ver. O vizinho era um menino de onze anos que toda vida tinha sido doentinho, cabeça enorme, cadeira de roda e eu não me lembro a razão, nunca tinha falado com ele. Fomos na casinha pobre, o corpo esticado na cama, coberto com lençol alvo, velas ao lado. Levamos as flores de praxe, condolências a mãe( que transparecia um rosto bem aliviado) e fomos ao quarto minúsculo, só cabia a cama. Olhamos uma pra outra como que para tomar coragem e Neguinha puxou o lençol.O defunto que tinha acabado de partir e ainda não estava enrijecido, no nosso ato de levantar o pano, fez com que o rosto flácido todo se mexesse, olhos abriram e a boca se escancarou em um sorriso assustador, saímos correndo a chorar e acho que nunca mais fizemos isso. Mesmo morando anos depois com o quintal para um cemitério. 
Fiquei por muito tempo pensando, pensando: Porque alguns já nascem sofrendo... Porque existem histórias tão curtas... Nunca encontrei respostas.Ninguém encontrará.

 Imagem: Mark Ryden

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quinta-feira, 18 de março de 2010

ELA AINDA SONHA

Uma mulher, nem velha nem nova, nem bonita, nem feia, simplesmente uma mulher, simplesmente uma pessoa, estava sonhando, é ela vivia sonhando.
Ela sonhava tanto que seu tempo não passava. Entre seus muitos sonhos voltava a sua infância, lembrava de quando brincava na beira da praia e fazia castelos de areia tão perfeitos que davam vontade de morar neles e recordava como o seu sorriso era fácil.
Gostava de fazer bolas de sabão que levadas pelo vento refletia seus mais secretos desejos...
As vezes de olhos fechados sentia-se embalada como num balanço quando era mais forte, como numa velha cadeira de balanço quando mais tranquilo o embalo e então essas eram as noites, dias que quase era calmo e suportável viver.
Em algumas noites, em alguns dias (quase todos) tudo se transformava em pesadelos.Ela sentia nesses momentos sua vida como num grande lago negro no qual lhe puxavam para baixo.
Tudo lhe chegava embolado, distante, ouvia palavras soltas, ouvia música, um dia escutou John Lenon dizer que o sonho não acabou, sentia vontade de cantar também, cantar com ele mas por sua garganta escorregava coisas, que arranhavam o que já fora uma bela voz.
Frida Kalo
A todo momento sentia mãos no seu corpo, sentia agulhas a lhe espetar e no esforço de estar desperta só conseguia ver a escuridão.
.
Quando conseguia depois de lutar muito, por fim abrir seus olhos, respirava forte, olhava seu corpo, olhava a sua volta e se percebia amarrada a uma cama enferrujada. Sempre tentava dizer que não precisava nada daquilo, que o que ela tinha feito não se repetiria, que estava consciente, ninguém entendia, nessa noite viu mais uma vez a preparação de mais uma seringa, um hábito, um olhar com um leve sorriso da enfermeira, teve a certeza de que os loucos eram os outros que não sabiam sonhar.

Trabalho em andamento no Oco Teatro Laboratório de criação/contação/performance solicitado por Diana Ramos

domingo, 28 de fevereiro de 2010

CUIDADO COM O QUE DESEJA PARTE III

Pareceu uma eternidade, abri os olhos ele me olhava ternamente. Estava deitada no colo desse estranho na beira da praia, de um pulo fiquei de pé e com raiva exigi explicações.
Como você teve coragem, sabe com quem está lidando?
_ E você sabe? Eu tive que te tirar do ar por algum tempo pra você se acalmar e me escutar, eu não vou te enganar, olhe nos meus olhos, olhe. O que vê? Me conhece mais do que ninguém, não se negue a ver.
_Lembro!...
_ Não foi transformada por aquele monstro você é agora o que sempre foi, só estava adormecida e ele quis se aproveitar de tudo que sabe, do seu poder, quanto a mim só posso pedir para ter cuidado não posso ficar, quero que saiba que somos um por todos os tempos. Temos fome, a fome que não se aplaca, precisamos de sangue para viver e ele deseja morte pura e simples, carne, quer ser único, vai acabar com todos nós.
_Como assim nós?
_Somos muitos.
Mas porque não estava quando mais precisei?Desejei tanto ter alguém, desejei aquele monstro, como pude me enganar assim?!!!
Somos seres condenados a solidão meu amor... Preciso ir... temos a eternidade, um dia amor...
E eu tinha reencontrado o amor de todos os tempos, queria amar ali mesmo, ele? Não sei desapareceu como luz.
Ele se foi e eu tinha a pele ressecada, era sede, era fome, então...

Jordan Eagles autor da imagem.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

JOEL PETER WITIKIN, LOUCO OU GÊNIO?







Joel Peter Witikin, artista plástico e fotográfo Norte Americano é visto por muitos como louco e por outros como gênio. Sua arte amoral choca ao mesmo tempo que nos obriga a uma reflexão sobre a condição humana. Suas obras concistem em fotos trabalhadas com técnicas de envelhecimento e colagem, sendo que na grande maioria seus modelos são cadáveres, tranvestidos, anões,velhos.
Começou como fotográfo de guerra, e precisou anos mais tarde, para desenvolver seu trabalho viver no México, pois as leis dos Estados Unidos não permitia a utilização dos cadáveres. No México trabalhava no necrotério onde teve permissão para realizar suas obras.
Um trabalho totalmente contestador que costuma buscar o que é excluído na sociedade, tudo que é jogado para baixo do tapete. A arte consegue transformar tudo que é concreto, negado, feio, belo, fede, grita, assusta, singelo, colorido, sombrio na simples e complexa essência do que é o homem, tudo e nada.


Visualizar mais: Aqui

quarta-feira, 1 de julho de 2009

CECÍLIA


(Dama com arminho, Leonardo da Vinci)
Cecília
Cecília estava entre um passado triste, um presente falso e um futuro sem esperanças.Sua família tinha sido morta por seu marido, um duque que tomou o lugar de seu pai, por isso ela, única sobrevivente arquitetou o plano de vingança, casando-se com ele.

Em sua luxuosa casa esperava seu marido, com seu arminho nas mãos, distraidamente acariciava-o, suas mãos estavam em contraponto aos seus olhos altivos, seus dentes cerrados e seus pés que batiam repetida e impacientemente, demonstrando todo o seu nervoso e apreensão pelo que iria acontecer.
Levantou e avistou da janela o duque, sem perceber mais o animal em suas mãos, ela o apertou a ponto de quase machucá-lo, este se debateu em protesto e escapou.Foi de encontro ao marido, recebeu ele com um beijo e um sorriso encantador. Este nunca tinha visto a esposa assim tão amorosa.Ela fez-lo sentar, tirou seus sapatos, dançou em volta dele , sorriu, sumiu por um instante e retornou com uma taça de vinho que ofereceu sedutoramente.
Ele feliz com o comportamento incomum e subalterno da esposa se animou e quis dividir o dia contando suas aventuras e com isso tardava a beber o vinho. Foi quando ele pegou a taça e ela percebeu que odiava, odiava, mais do que tudo, o amor que estava sentindo por ele. Num ímpeto de desespero tomou a taça das mãos de seu algoz e bebeu o seu próprio veneno destilado por muitos anos...
Vampira Dea
Texto para montagem experimental em andamento

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

ESCOLA


Um dia observando uma aula de artes em uma escola pública percebi que pouca coisa mudou em décadas.Perguntei a professora o que ela seguia e ela me respondeu: “OS SETE SABERES – EDGAR MORIM (O erro e a ilusão, os princípios do conhecimento pertinente, ensinar a condição humana, ensinar a identidade terrena, enfrentar as incertezas, ensinar a compreensão, a ética do gênero humano). Não percebi muito saber naquela forma de ensinar, crianças sentadas em carteiras esperando ordens sem direito de opinar e o pior sem direito de usar a criatividade, não tendo a chance de descobrir.Ela mostrava e traçava cada passo, o que as crianças tinham que fazer igualzinho a ela, senão não teriam nota.Senão ela poderia perder o controle.
Isto é um total absurdo no qual eu conheço por experiência própria quando fazia copias e mais copias em tudo inclusive na aula de arte. Porém no meu tempo a escola era tecnicista, estávamos na ditadura e não importava que as pessoas fossem criativas, mas sim aprendessem o bastante para desenvolver uma única função mecanicamente durante toda a vida. Passou o tempo e me pergunto: Por que evoluímos tão pouco? Terá sido por não termos até hoje estabelecido o que já é lei no PCN ou o PCN é tão contraditório, confuso e retrogrado que não valha a pena?
Se eu já estava confusa fiquei mais ainda, principalmente por ser uma questão direta passou-se uma geração e não houve mudanças significativas. O professor de arte realmente tem uma batalha a travar, contudo se não esta disposto a ser um guerreiro por que tantos professores entram nesta luta, que não é só na área de artes e sim de toda educação. Quando será que os educadores e os poderosos vão entender que as pessoas exercitando a sua sensibilidade e criatividade serão criativas em qualquer setor que sigam ? Vai demorar...
Meu filho quando tinha cinco anos desenhou tudo preto e foi o bastante pra psicológa ser acionada, me chamarem e me bombardearem com todo tipo de pergunta, desconfiando que meu filho passava por algum tipo de violência ou depressão. Quando perguntaram a ele porque desenhava assim ele respondeu com toda naturalidade com a pergunta mais óbviapara uma criança de cinco anos: Desenhei assim porque preto é a minha cor preferida ora!

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Mark Ernst Saiu do Ovo





A dois de abril à 9:45 Mark Ernst saiu do ovo que sua mãe tinha colocado no ninho de uma águia e que a ave tinha chocado durante sete anos. Assim Mark Ernst decreve o seu nascimento. Nasceu na Alemanha no final do séc 19 e faleceu em 1976 na França.
Autodidata foi pintor, escultor mais a sua formação acadêmica era em filosofia e psiquatria. Seus primeiros trabalhos foram expressionistas passaram pelo dadaísmo e foi um dos membros fundadores do surrealismo.

Uma das suas primeiras obras Celébés or elephant de 1921 foi inspirada por uma foto revista de antropologia da época de um depósito de milho Sudanés e o titulo da obra vem de uma canção de ninar alemã.

Seus quadros obscuros retratavam suas memórias da I guerra Mundial na maioria das vezes.
Usava várias técnicas como fotomontagem, justaposição, gravuras.
Realmente são de impacto! Imagine na época?
As vezes era até proibido de expor, pois era considerdo obsceno.
Mais um dos sonhos e pesadelos...
Mais imagens aqui
Fonte de imagens: htp://www.artburst.com

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Os Sete Pecados Capitais, Carne e Osso

Os sete pecados capitais...lembro quando criança de ter meus pesadelos a visão desses pecados. Se levarmos a sério, tudo, somos pecadores por segundo porque tudo é pecado e já estou então queimando bonitinha no inferno.
O papa Gregório Magno no século VI instituiu os sete pecados capitais, que são os princípios que ferem a Deus, a você e ao próximo. Os sete pecados capitais são:

1) Gula: consiste em comer além do necessário e a toda hora; (Adoro)
2) Avareza: é a cobiça de bens materiais e dinheiro; (sou avarenta)
3) Inveja: desejar atributos, status, posse e habilidades de outra pessoa;(as vezes acontece)
4) Ira: é a junção dos sentimentos de raiva, ódio, rancor que às vezes é incontrolável; (facinho de acontecer)
5) Soberba: é caracterizado pela falta de humildade de uma pessoa, alguém que se acha auto-suficiente; (odeio)
6) Luxúria: apego aos prazeres carnais; (ai! prefiro não comentar rsrs...)
7) Preguiça: aversão a qualquer tipo de trabalho ou esforço físico. (quando ela me pega...)
Resumindo: Tudo é pecado nessa vida! Arg!
Desejar é pecado, comer é pecado, guardar é pecado,trabalhar é pecado, trepar é pecado, não fazer nada também é...ai. Hoje pequei o dia todo. Primeiro senti preguiça de trabalhar, depois comi como uma louca no café, invejei as pessoas magras, tomei uma topada e odiei o mundo e tudo que há nele por um instante, comprei um cetim para um vestido voluptoso e a luxuria tomou conta de meu corpo e pensamentos, escondi dinheiro, e fui muito metida com uma pessoa que me irrita.
Mas eu vou dizer viu, viver né fácil não e quase tudo que eu gosto é ilegal, imoral ou engorda. Acho Seven um filme massa e tem uns pecadinhos que valem a pena cometer rsrrss.

Aproveitando: A imagem é do pintor e gravador neerlandês Jeroen van Aeken, cujo pseudónimo é Hieronymus Bosch, e também conhecido como Jeroen Bosch — viveu entre 1450 e 1516.
Muitos dos seus trabalhos retratam cenas de pecado e tentação recorrendo à utilização de figuras simbólicas, complexas, originais, imaginativas e caricaturais, muitas das quais eram obscuras mesmo no seu tempo.
Pintores alemães como Martin Schongauer, Matthias Grünewald e Albrecht Dürer influenciaram a obra de Bosch. Apesar de ter sido quase contemporâneo de Jan van Eyck, seu estilo era completamente diferente.
Especula-se que sua obra terá sido uma das fontes do movimento surrealista do século XX, que teve mestres como Max Ernst e Salvador Dalí.
Não se sabe ao certo qual a origem desta obra. Talvez provenha da encomenda de uma ordem monástica da época. Sabe-se apenas que posteriormente passou a compor a coleção do rei espanhol Felipe II, juntamente com outras obras do artista. Bosch escolhia para seus temas moralistas personagens de lendas, provérbios e superstições populares, dando-lhes um aspecto alegórico na representação. Com isso ele criou uma iconografia fantástica própria, que lhe permitiu abordar desde os pecados humanos até sua terrível conseqüência, o inferno. Bosch demonstrou sua preocupação com o homem, mostrou de forma contundente e sem rodeios sua percepção apocalíptica da condição humana. Na obra Sete Pecados Capitais, Jesus Cristo se encontra no centro do painel, cercado por um largo anel dourado no qual está inscrito em latim: "Cuidado, cuidado, Deus vê". A esfera central tem a aparência de um olho humano, e Cristo estaria dentro da pupila. A imagem remete ao significado do olho de Deus, que tudo vê. No restante, temos a representação de cada um dos sete pecados capitais (avareza, soberba, gula, ira, inveja, preguiça e luxúria) em cenas que poderiam ser vistas no cotidiano de sua região. Nos quatro cantos do painel encontramos círculos, dentro dos quais estão representados: a morte, o juízo final, o inferno e a glória.

Carne e Osso
A alegria do pecado
Às vezes toma conta de mim
E é tão bom não ser divina
Me cobrir de humanidade me fascina
E me aproxima do céu
E eu gosto
De estar na terra
Cada vez mais
Minha boca se abre e espera
O direito ainda que profano
Do mundo ser sempre mais humano
Perfeição demais
Me agita os instintos
Quem se diz muito perfeito
Na certa encontrou um jeito insosso
Pra não ser de carne e osso
Pra não ser carne e osso
Zélia Ducan

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Crianças Contos de Fadas e Carne




Mark Ryden artista plástico americano que também acho muito interessante.Seus trabalhos surrealistas, grotescos, violentos chocam ao mesmo tempo que são bem humorados. Trazem um clima de contos de fadas, crianças, caricaturas de artistas, carne ( sim carne). Cheio de informações sub-liminares.Gostaria de ver estas obras em uma exposição, mas com certeza jamais teria uma delas em minha sala rsrsrs.

Mulheres Surreais











Estou encantada com o trabalho dessa artista plástica novayorquina: Lori Earley. As pinturas são feitas a óleo a partir de fotos com uma incrivel realidade de cores de fundo e textura de pele,com inspiração no mundo da moda,tudo isso se contrapõe com distorções do pescoço e olhos enormes ,os corpos muito delgados o que torna os quadros surrealistas onde o clima de glamor, exoterismo, onírico é total.

Vejam
Mas ao mesmo tempo parecem anorexas
E personagens de anime
Ou são ets de peruca?
rsrsr...
Esse é o que eu mais gosto, se eu fosse mais magrinha pareceria comigo heheh