Fora contratado por muito menos do que valia o trabalho, sem carteira assinada , sem nada.Tinha acabado de chegar do interior cheio de sonhos, mulher e seis filhos.
Inventou que era artista, que sabia pintar, que era equilibrista, com certeza era pra ter vivido até ali. No seu primeiro dia de trabalho no palco que nunca tinha ensaiado, começou o seu show para ninguém, se equilibrou no pequeno espaço do décimo andar, onde o vento insistiu em mostrar sua força mesmo que não precisasse, se balançou preocupado em não perder o pincel e o balde de tinta cara com o qual tinha que colorir aquelas paredes sem fim. A arte não se divide mais ( na verdade nós é que insistimos em dividi-la porque ela sempre foi uma) dança, teatro, música, artes visuais se misturam, se dependem ( se é que posso escrever assim). O vento venceu e aos poucos ele voou numa dança leve até encontrar o chão, cantando seu grito de fim,o texto estava traduzido nas ações, a tinta derramou em grande quantidade da grande lata colorindo em tons de azul céu misturando com o vermelho sangue formando uma grande instalação em pleno momento de movimento de vida daquela rua, cenário, uma pintura abstrata, materiais diversos, minerais, orgânicos e o ar, poucos pararam para ver a arte que o acaso montou com diferentes materiais mostrando o quanto pode ser criativo.
Imagens: http://capu.pl/node/271 quem souber mais sobre este artista por favor me passe as informações trabalho maravilhoso!
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Mark Ryden artista plástico americano que também acho muito interessante.Seus trabalhos surrealistas, grotescos, violentos chocam ao mesmo tempo que são bem humorados. Trazem um clima de contos de fadas, crianças, caricaturas de artistas, carne ( sim carne). Cheio de informações sub-liminares.Gostaria de ver estas obras em uma exposição, mas com certeza jamais teria uma delas em minha sala rsrsrs.


